Investidores,
Oportunidade que a equipe de análise da XP identificou na ABEV... uma baita empresa.
ABEV apresenta forte queda com a notícia de novo aumento na tributação, conforme abaixo:
Governo fará novo aumento na tributação da cerveja e refrigerante. Negativo.
Elevação vale a partir de 1º de junho e poderá ter impacto de 1,3% sobre o preço final das bebidas frias. A medida resultará num aumento de arrecadação de R$ 1,5 bilhão
O governo anunciou o segundo aumento na carga tributária do setor de bebidas frias em menos de um mês. O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, informou que, a partir de 1º de junho, serão corrigidas as tabelas de preços que servem como base para a incidência do IPI e do PIS/Cofins. Segundo ele, a medida resultará numa arrecadação adicional de R$ 1,5 bi este ano e valerá para cervejas, refrigerantes, refrescos, isotônicos e energéticos.
De acordo com Barreto, o novo aumento da carga tributária terá um impacto de 1,3% sobre o preço final dos produtos. O secretário disse, no entanto, que o reajuste pode não ser repassado aos consumidores:
— Não significa que o setor vai aumentar. Ele pode absorver isso e não ter impacto algum nos preços.
No dia 1º de abril, a Receita já havia mudado o multiplicador que incide sobre os preços da tabela usada como base para o cálculo dos tributos. Na ocasião, o impacto foi nas cervejas, isotônicos e energéticos. Refrigerantes ficaram de fora. A receita extra foi de R$ 200 milhões.
Barreto negou que a nova medida esteja sendo adotada para ajudar o governo a bancar a ajuda adicional de R$ 4 bilhões que o Tesouro Nacional dará ao setor elétrico este ano:
— É uma medida eminentemente técnica para restabelecer o equilíbrio entre a tributação e os preços praticados.
Nos bastidores, os técnicos da equipe econômica admitiram que a medida não estava no radar nesse momento. No entanto, diante das dificuldades de caixa da União e contando com o fato de que as vendas de bebidas devem subir durante a Copa do Mundo, que começa no dia 12 de junho, ela acabou saindo do papel:
— Ela serve para compensar qualquer medida do governo, mas não tem nenhum objetivo específico — admitiu Barreto.
Ele explicou que a última atualização das tabelas de preços de bebidas frias ocorreu em maio de 2012 com base os valores cobrados pelos fabricantes em outubro de 2011. No entanto, ao longo desses dois anos, os produtos aumentaram. Segundo Barreto, as cervejas, por exemplo, subiram 23% e os refrigerantes, 19,2%.
Classificamos a notícia como negativa, principal razão do fraco desempenho das ações ontem, que apresentaram queda de 0,45%. A interferência governamental é nociva as empresas brasileiras. É impressionante o que este governo tem conseguido fazer no setor corporativo. Continuamos otimistas com o case de Ambev, projetando um Ebitda de R$ 19,525 bi para 2014.
Acreditamos que está ocorrendo um exagero no desempenho das ações hoje com queda de quase 5% e mais 0,45% da queda de ontem. Na nossa opinião abre espaço para compra do ativo, pois acreditamos que a Ambev repassará esse aumento para o consumidor, se não repassar, aumentará o Market share frente as outras companhias com redução de margem. Não mudamos a nossa opinião sobre o case de ABEV e reiteramos a nossa visão positiva com o ativo, mesmo negociando a múltiplos elevados, acreditamos que a empresa deverá distribuir um dividendo extraordinário este ano, devido a elevada posição de caixa líquido R$ 4 Bi, forte geração de caixa e investimentos menores.
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